aviões controle remoto aeromodelismo

Aeromodelismo na Prática em Família

O aeromodelismo surgiu no final do século passado com o vôo livre, modalidade em que os aviões eram lançados sem nenhum tipo de controle. Nesse artigo vamos te mostrar como é o Aeromodelismo na Prática.

Na década de 30, com o advento dos motores a explosão, ganha espaço o vôo circular controlado, em que o aviãozinho fica preso a um manete, comandado pelo piloto através de dois cabos de aço de aproximadamente 18 metros.

Até hoje, a categoria mantém admiradores, que voam sempre com um olho no aeromodelo e outro no relógio.

É que o avião permanece no ar até que o combustível – chamado de glow, uma mistura de álcool metílico, óleo de rícino e aditivos – se acabe, o que acontece em menos de cinco minutos.

Aeromodelismo na Prática - Aviões controle remoto de aeromodelismo

Como é necessário preparar o pouso antes disso, qualquer descuido com o tempo pode ser fatal.

Nos aviões radiocontrolados, o vôo dura um pouco mais, de 10 a 15 minutos, dependendo do tamanho do tanque.

Os motores de dois e quatro tempos a glow são os mais utilizados, mas já existem motores a gasolina e até mesmo turbinas, réplicas miniaturizadas dos aviões verdadeiros. Acionadas com gás propano ou querosene, elas chegam a atingir 120 mil rotações por minuto, impulsionando os miniaviões a mais de 400 km/h.

Outra modalidade bastante popular são os helicópteros.

Aeromodelisno na Prática usa helicopteros controle remoto

Um dos aficionados do gênero é o piloto brasileiro Christian Fittipaldi, mais um que conheceu o aeromodelismo pelas mãos do pai, o também piloto Wilson Fittipaldi.

“Pratiquei o vôo com helicópteros por três anos. Eles são complexos, é fascinante aprender a manejá-los”, conta ele.

O custo dos miniaviões varia de acordo com o modelo. Um avião completo de vôo circular custa em torno de 300 reais; um radiocontrolado, entre mil reais e 10 mil reais, e um helicóptero não sai por menos de 2.200 reais.

Aeromodelismo na Prática – Tudo em família

Os aeromodelistas passam boa parte do tempo tentando resolver algum problema do vôo ou simplesmente consertando os modelos que se espatifaram no chão.

“Consegui salvar meu biplano duas vezes em minha oficina caseira”, conta o orgulhoso Richard. T

anto cuidado com o aeromodelo acabou despertando o interesse do filho Daniel, de 13 anos, que ensaia os primeiros vôos com um modelo treinador, ideal para iniciantes.

“Já sei decolar e voar”, explica Daniel.

“Estou aprendendo a pousar.”

Mas nem sempre a paixão pelo aeromodelismo segue a ordem biológica natural.

“Na minha família, foram meus filhos que me incentivaram a começar. Um dia, pedi que eles me ensinassem a pilotar”, testemunha o engenheiro Luiz Paulo Leite Ribeiro.

O filho Maurício diz que a equipe familiar, completada ainda pelo irmão André, trabalha unida – e, jura ele, sem muitas brigas.

“Um ajuda o outro para voar e resolver os problemas dos aviões.

Até construímos os aeromodelos em conjunto”, garante Maurício.

construir aviões de aeromodelismo é um excelente hobbie

Projetar e montar os miniaviões são atividades imprescindíveis para vários adeptos.

“Mas muitos praticantes, sobretudo os mais novos, compram apenas modelos prontos”, explica Alexandre Torres, presidente da Associação Brasileira de Aeromodelismo – ABA, entidade que rege o esporte no país.

A maior procura é pelos kits de aeromodelos ARF – do inglês almost ready to fly, ou quase pronto para voar. Neles, só é preciso instalar o equipamento de rádio e o motor para que o avião ganhe os céus.

Para manter viva a tradição de construir aeromodelos, alguns clubes de modelismo possuem escolinhas para ensinar as artimanhas da montagem.

No Clube de Aeromodelismo Paulistano (CAP), uma pequena sala serve de oficina para construir miniaviões.

Todo sábado, os iniciantes aprendem o passo-a-passo da confecção dos aviõezinhos, do corte das peças ao acabamento final.

É um trabalho dignificante”, define Marco Antônio Ferrari, instrutor de construção de aeromodelos do CAP e entusiasta da confecção dos miniaviões.

“Para mim, a melhor coisa do mundo é construir aeromodelos.”

Nessa tarefa, não pode faltar a madeira balsa – leve, resistente e fácil de trabalhar, matéria-prima tradicional para os miniaviões.

As aeronaves mais modernas já utilizam, em suas estruturas, materiais mais avançados, como plástico, fibra de vidro, fibra de carbono, kevlar e isopor, combinados ou não com balsa.

No entanto, quando minguam os recursos, praticamente qualquer material pode voar, graças à criatividade de certos modelistas.

O mineiro Roberto Zanasi é um deles. Quando iniciou no hobby, utilizava todo tipo de bugiganga para driblar a falta de dinheiro. “Fazia a estrutura com caixotes de maçã e o tanque de combustível com um recipiente de xampu. Com tecido de meia-calça, revestia o corpo do avião.

E ele voava!”, diverte-se Zanasi.

Abusando da imaginação, o mineiro construiu um respeitável cartel de aeronaves não-convencionais. ”

Fiz miniaviões com máquinas de fotografar embutidas, com pára-quedas para frear o pouso e até um bombardeiro que arremessava balas de chocolate.”

Cursando o 4º ano de engenharia mecânica no Centro de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Cefet-MG, ele garante que a escolha profissional surgiu nos rastros do hobby.

“O aeromodelismo foi a chave para eu descobrir que queria engenharia”, conta ele.

Este não é o site oficial do Curso Aeromodelismo Completo na Prática, clique no link abaixo e saiba mais agora em: http://bit.ly/aeromodelismocompletobr 

Curta nossa página no Facebook

Clique no Link e Acesse um Review Completo do Aeromodelismo na Prática em nosso Blog 🙂

Na trilha da aviação

Casos como o de Roberto pipocam nos campos de aeromodelismo.

Vários hobbystas estão envolvidos com a aviação na vida profissional, voando ou com os pés no chão.

Rogério Araujo, engenheiro de manutenção de aeronaves da Transbrasil, conta que há muita semelhança entre os aviõezinhos e os aviões de verdade.

“Nos aeromodelos, aplico conceitos básicos de manutenção de aeronaves.

” Outro que passa a semana entre Boeings e nos finais de semana descarrega a tensão pilotando aeromodelos é o engenheiro José Henrique Heins – Kiko, como é chamado pelos amigos.

Chefe de manutenção de aeronaves da Transbrasil no aeroporto de Cumbica, em São Paulo, Kiko também conheceu a aviação através do aeromodelismo, incentivado pelo pai.

“Eu sempre fui apaixonado por aviação, mas detestava voar. Acabei me tornando engenheiro”, conta Kiko, enquanto observa o filho André, de 14 anos, fazer estripulias no ar com seu aeromodelo de acrobacia.

“O André é o representante da terceira geração de aeromodelistas da família”, conta o pai coruja.

O garoto leva o hobby a sério: André quer ser piloto profissional de aeromodelos, para participar de campeonatos e fazer demonstrações com os miniaviões.

O pai Kiko diz que o que mais o atrai no aeromodelismo é poder aliviar o estresse.

 

“É um lazer incrível, uma terapia fantástica.” Rogério Araujo, por sua vez, sintetiza em três palavras as emoções envolvidas no aeromodelismo – uma possível explicação para a legião cada vez maior de praticantes no Brasil.

“O aeromodelismo é ciência, esporte e hobby. Tudo numa coisa só.”

Vôo inicial

O presidente da Associação Brasileira de Aeromodelismo (ABA), Alexandre Torres, faz uma ressalva importante aos iniciantes.

“O aeromodelo não é brinquedo. Tanto que o espaço aéreo dos miniaviões é controlado pelo ministério da Aeronáutica, para não interferir nas rotas das aeronaves.

” Para voar, o aeromodelista precisa ter uma licença de operação, chamada de PT (prefixo titular).

O primeiro passo para obter o PT é ter aulas de aeromodelismo com instrutores nos clubes especializados.

Os novatos podem aprender através de cabo trainer – o radiocontrole do aprendiz fica ligado, através de um cabo, ao do instrutor.

Com um toque de botão, o instrutor pode assumir o comando do avião.

Para os aviões radiocontrolados e helicópteros, há ainda a opção dos simuladores de computador, softwares específicos para treinar os futuros pilotos.

Uma última dica: na hora de comprar o primeiro aviãozinho, o ideal é escolher modelos do tipo treinador, de asa alta, estável e de vôo vagaroso.

“Além disso, o treinador é fácil de montar e exige pouca manutenção. Depois de algum tempo, pode-se investir em material melhor”, finaliza o presidente da ABA.